A FALSA SENSAÇÃO DE PODER

O caos da violência urbana grita por sua atenção!
O Gritos Urbanos apresentará três perfis que sempre protagonizam, de uma forma ou de outra, a violência: o cidadão comum, a polícia e o cidadão marginalizado. Cada um trás consigo histórias de sonhos e pesadelos. Narra-las é uma forma de enriquecer a nossa própria história e de se negar a esquece-las.
O Cidadão
Entre os que morrem a cada 15 minutos por armas de fogo em nosso país está o cidadão comum. Acreditando proteger-se da violência, a sociedade civil tem se armado cada vez mais. Em muitos assaltos seguidos de morte, a história se repete: a tentativa de reação com uma arma de fogo. Como se não bastasse colocar a vida em risco, a arma roubada é usada em novos crimes. Há a crença de que a violência está só das paredes para fora, entre desconhecidos. Mas em crimes passionais, agressões físicas são substituídas por tiros. É dentro de casa que acontecem os acidentes com armas; entre as vítimas, aqueles que nem sabem o que é uma arma – as crianças. No calor das brigas de transito, os xingamentos terminam em morte quando um dos envolvidos possui uma arma de fogo.


O Cidadão - Acreditando proteger-se da violência, a sociedade civil tem se armado cada vez mais.
O Criminoso
A sensação de poder, já latente no jovem, se potencializa quando ele porta uma arma de fogo. Mas essa sensação é momentânea quando se consideram os riscos que isso traz à sua vida. Vivendo à margem de todo que representa uma vida satisfatória (emprego, educação, dignidade...) a violência é uma opção quando o jovem marginalizado quer se impor. A figura do traficante é sedutora para esses jovens, e armas de fogo são algo com que ele tem de conviver desde a infância, pois ela é um elemento sempre presente na sua realidade. A prática de crimes como assalto seguido de homicídio é feita por pessoas que, em geral, não tem a guarda da arma que foi usada: ela saiu das mãos da polícia ou do cidadão comum.


O Criminoso - A sensação de poder se potencializa quando ele porta uma arma de fogo.
O Policial
Confundindo qual é o seu papel na sociedade, que é zelar pelo bem-estar e segurança da comunidade onde atua, alguns policiais invertem essa tarefa. Põem em prática uma violência indiscriminada, tornando-se ele próprio um criminoso. O manuseio da arma de fogo de um policial, que deveria ser preventivo e usado de maneira coerente, torna-se um instrumento de poder e terror que as favelas conhecem muito bem. A postura truculenta e agressiva é comum também naqueles que tem envolvimento com o crime organizado: agem de conluio com alguns criminosos e apavoram o cidadão comum.


O Policial - Põem em prática uma violência indiscriminada, tornando-se ele próprio um criminoso.
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